quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Marketing Político na Web


É notória, já há alguns anos, a profissionalização do marketing político. Publicitários, marketeiros, jornalistas e outros profissionais são contratados para cuidar da imagem do candidato. Porém, um novo componente surgiu no marketing político. Trata-se do marketing na web ou webmarketing.

Os profissionais de mídia tradicional e agências de publicidade em geral não sabem lidar com este novo elemento, que possui nuances bem particulares. É necessário um profissional da área, para que a campanha virtual dê resultados realmente satisfatórios. Lidar com o internauta requer conhecimentos que só um profissional específico do marketing para web tem. Para que se obtenha sucesso o político deverá seguir a máxima “cada macaco no seu galho”, contratando o publicitário e marketeiro tradicional para a campanha offline e tendo um profissional de webmarketing para a campanha online. Por mais que os profissionais de campanha offline se achem preparados para fazer a campanha online, eles não possuem a visão do público que trafega na web, da mesma forma que um profissional de mídia virtual, e aí reside o chamado “diferencial competitivo” que pode valer o mandato.

O mercado ainda é muito escasso de pessoas que trabalhem na área de webmarketing, pois se trata de algo novo e a formação destes profissionais é cara. Daí, este espaço estar sendo ocupado por profissionais de marketing offline, que pouco entendem do assunto na web. Porém, Pernambuco vem se destacando no mercado de webmarketing , com profissionais competentes que já prestam serviços fora do estado e até no exterior.

Uma das empresas que mais se destaca neste ramo é a Digital.Com. Ela possui uma equipe de profissionais web que cuidam de toda campanha online, inclusive das nuances jurídicas em questão. Assim a empresa vem conquistando mercado, contando com diversos clientes fora do estado e alguns trabalhos no estrangeiro.

A campanha de 2010 já vem esquentando na web. A luta por espaços nas comunidades virtuais, blogs e sites pessoais já está sendo travada. Porém, a maioria de forma amadora, dando chances aos profissionais da área, para destacarem seus clientes (candidatos) e ocuparem mais espaços virtuais e de forma mais eficiente e consistente, saindo da mesmice que tomou conta da web feita por profissionais e agências de propaganda offline.

Fábio Lira
fabio@digitalnetworkmidia.com

Consultor em Webmarketing e sócio fundador da Digital.Com Network & Multimídia Ltda e idealizador da IMKT Brasil


Webmarketing e Campanha Política - O Exemplo de Obama



A campanha de webmarketing realizada pelo candidato Barack Obama foi fantástica e inovadora. Um marco no marketing político mundial.

Nos Estados Unidos o uso da internet em campanhas políticas já é bem comum. Hillary utilizou muito bem a campanha na web, mas só acelerou os trabalhos quando a campanha de Barack Obama já estava no topo das pesquisas. A diferença está no uso da tecnologia e métodos da web 2.0. O marketing de Barack Obama on line foi muito além de manter um blog no ar. O timing da equipe de webmarketing foi perfeito. A sensação desde o princípio é que Barack Obama e sua equipe de webmarketing se utilizaram da internet com uma maestria que envergonhariam qualquer empresas que se achasse expertise em webmarketing.

Os internautas que se cadastraram no site oficial, passaram a eeceber e-mails, convites, pedidos de ajuda financeira, vídeos, material de campanha, relatos da campanha, atividades da equipe de Barack Obama, entre outras tantas mensagens do próprio candidato a presidente dos Estados Unidos. Eles era incentivados a criar seu blog de apoio à campanha, onde qualquer um poderia personalizar sua participação em uma série de atividades e interatividades com Barack Obama, desde eventos a ambientes de discussões segmentados para latinos, crianças, veteranos, negros, judeus, orientais entre outros. Doação on-line, site personalizável, e-commerce, centenas de comunidades segmentadas, espaço para debates on-line, web site móbile, BarackTV e as demais funções mais comuns - notícias, newsletters, etc. Foi um verdadeiro show de e-política.

O resultado de tudo isso não poderia ter sido diferente. Com sua campanha de webmarketing, Barack Obama conquistou uma verdadeira legião de eleitores jovens, empolgados por sua modernidade e dispostos a militar em favor desta campanha diferente e sintonizada com seu tempo.

E no Brasil? Já que a campanha na internet foi liberada, pelomenos em parte, o que falta mudar nas campanhas? O que falta pra assistir a campanhas como a de Obama? Políticos que quebrem velhos paradigmas e entendam que a Internet não é apenas complemento de mídia, e que campanhas on-line não se resumem a um site com a cara do candidato e o disparo de e-mails, muitas vezes adquiridos de forma não muito ética.

O pior é que esse pensamento errôneo de campanha online, é também o pensamento de alguns profissionais de marketing político que desconhecem o meio virtual. Um exemplo muito latente disso foi um candidato que antes de perder a última eleição presidencial, saiu-se com essa pérola: “Internet é muito limitada, coisa de classe A e B“. Certamente não levou em conta os mais de 62 milhões de internautas brasileiros que acessam a internet de suas residências no Brasil e que, muitos deles, também votam, sejam das classes A a Z. Tá explicado sua derrota!! O que não foi levado em conta por seus marketeiros de plantão, é que as mídia tradicionais vêm perdendo espaço para a internet no cotidiano das pessoas.

Uma campanha online bem elaborada, feita por profissionais experientes, poderá fazer a diferença. Por tratar-se de uma mídia participativa e de conteúdo, a internet envolve muito o eleitorado e permite uma certa intimidade entre o candidato e o eleitor. Mas isso não é coisa para os “meninos da Internet”. Agora é coisa de profissional!! A realidade é que a cada dia, mais pessoas passam a maior parte do seu tempo conectadas, assistindo vídeos on-line, usando redes sociais como o Orkut e o Facebook, lendo mais blogs e sites de notícias que revistas de papel. Certamente a internet terá mais peso que os programas de políticos de rádio e TV, pois o tempo de exibição não será limitado e o conteúdo será levado em conta.

Em resumo: O desempenho dos candidatos dependerá, muito, de sua campanha online.

Fábio Lira
Consultor de Webmarketing
fabio@imktbrasil.com.br

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