
A campanha de webmarketing realizada pelo candidato Barack Obama foi fantástica e inovadora. Um marco no marketing político mundial.
Nos Estados Unidos o uso da internet em campanhas políticas já é bem comum. Hillary utilizou muito bem a campanha na web, mas só acelerou os trabalhos quando a campanha de Barack Obama já estava no topo das pesquisas. A diferença está no uso da tecnologia e métodos da web 2.0. O marketing de Barack Obama on line foi muito além de manter um blog no ar. O timing da equipe de webmarketing foi perfeito. A sensação desde o princípio é que Barack Obama e sua equipe de webmarketing se utilizaram da internet com uma maestria que envergonhariam qualquer empresas que se achasse expertise em webmarketing.
Os internautas que se cadastraram no site oficial, passaram a eeceber e-mails, convites, pedidos de ajuda financeira, vídeos, material de campanha, relatos da campanha, atividades da equipe de Barack Obama, entre outras tantas mensagens do próprio candidato a presidente dos Estados Unidos. Eles era incentivados a criar seu blog de apoio à campanha, onde qualquer um poderia personalizar sua participação em uma série de atividades e interatividades com Barack Obama, desde eventos a ambientes de discussões segmentados para latinos, crianças, veteranos, negros, judeus, orientais entre outros. Doação on-line, site personalizável, e-commerce, centenas de comunidades segmentadas, espaço para debates on-line, web site móbile, BarackTV e as demais funções mais comuns - notícias, newsletters, etc. Foi um verdadeiro show de e-política.
O resultado de tudo isso não poderia ter sido diferente. Com sua campanha de webmarketing, Barack Obama conquistou uma verdadeira legião de eleitores jovens, empolgados por sua modernidade e dispostos a militar em favor desta campanha diferente e sintonizada com seu tempo.
E no Brasil? Já que a campanha na internet foi liberada, pelomenos em parte, o que falta mudar nas campanhas? O que falta pra assistir a campanhas como a de Obama? Políticos que quebrem velhos paradigmas e entendam que a Internet não é apenas complemento de mídia, e que campanhas on-line não se resumem a um site com a cara do candidato e o disparo de e-mails, muitas vezes adquiridos de forma não muito ética.
O pior é que esse pensamento errôneo de campanha online, é também o pensamento de alguns profissionais de marketing político que desconhecem o meio virtual. Um exemplo muito latente disso foi um candidato que antes de perder a última eleição presidencial, saiu-se com essa pérola: “Internet é muito limitada, coisa de classe A e B“. Certamente não levou em conta os mais de 62 milhões de internautas brasileiros que acessam a internet de suas residências no Brasil e que, muitos deles, também votam, sejam das classes A a Z. Tá explicado sua derrota!! O que não foi levado em conta por seus marketeiros de plantão, é que as mídia tradicionais vêm perdendo espaço para a internet no cotidiano das pessoas.
Uma campanha online bem elaborada, feita por profissionais experientes, poderá fazer a diferença. Por tratar-se de uma mídia participativa e de conteúdo, a internet envolve muito o eleitorado e permite uma certa intimidade entre o candidato e o eleitor. Mas isso não é coisa para os “meninos da Internet”. Agora é coisa de profissional!! A realidade é que a cada dia, mais pessoas passam a maior parte do seu tempo conectadas, assistindo vídeos on-line, usando redes sociais como o Orkut e o Facebook, lendo mais blogs e sites de notícias que revistas de papel. Certamente a internet terá mais peso que os programas de políticos de rádio e TV, pois o tempo de exibição não será limitado e o conteúdo será levado em conta.
Em resumo: O desempenho dos candidatos dependerá, muito, de sua campanha online.
Fábio Lira
Consultor de Webmarketing
fabio@imktbrasil.com.br

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