terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Internet é campeã de crescimento publicitário

São Paulo - Os dez primeiros meses do ano renderam à mídia nacional ótimos resultados com a venda de espaços publicitários. O resultado final marcou um crescimento de 20,6%, em relação ao mesmo período do ano passado e, aos passos dos anos anteriores, a internet foi a mídia que mais cresceu.


Os números divulgados pelo Projeto Inter-Meios revelaram que a mídia digital bateu a marca de 28,8% de crescimento, levando uma fatia de R$ 933,7 milhões dos investimentos em publicidade. As verbas voltadas para a internet já representam 4,4% do total de investimentos nas mídias.

O estudo mostra ainda que a TV aberta continua sendo a mídia que mais recebe investimentos (63,2% do montante) e de janeiro a outubro o meio ganhou R$ 13,4 bilhões, marcando crescimento de 25,7%. Ainda na TV, mas dessa vez por assinatura, os números também foram positivos. A mídia teve 3,8% de investimento publicitário, com o valor de R$ 804 milhões e crescimento de 26% em relação ao ano passado.

O cinema levou para casa R$ 72,6 milhões e 14,3% de crescimento. Revista e rádio dispuseram de R$ 1,5 bilhão (15,8% de crescimento) e 879 milhões (11.8% de crescimento), respectivamente. O jornal cresceu 5,3% e teve R$ 2,7% bilhões de verba publicitária, enquanto a mídia exterior faturou R$ 615 milhões e 15,6% de crescimento. A única mídia que registrou queda foi guias e listas, com -10,1% de crescimento e verba de R$ 272,1 milhões.
Com informações do m&m.

52% dos e-consumidores são da classe C

Rio de Janeiro - Os integrantes da classe C são os que mais compram produtos atráves do e-commerce, representando 52% desse mercado, segundo uma pesquisa realizada pela plataforma digital MoIP.

A classe D também aumentou sua participação no mercado, sendo 29% do total. Com a ascensão desses grupos, o mercado tornou-se mais acessível para todos, fazendo com que o Natal desse ano seja considerado o melhor dos últimos 10 para os comerciantes.  Esse grupo de novos consumidores é formado principalmente por pessoas de faixa etária adulta, nascidos antes da internet, e por jovens da geração digital.

Fonte: Exame/ Mundo Marketing

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Propaganda casada com internet surte mais efeito

O anunciante que veicular uma mensagem na mídia tradicional e estendê-la ao site dos mesmos veículos terá uma propaganda mais eficaz. A informação circulou hoje na Folha de S.Paulo.


A conclusão pertence a um estudo criado pela agência Euro RSCG, feito com 53 veículos e com duração de cinco meses. Foram realizadas 416 entrevistas sobre sobre hábitos de mídia em São Paulo e no Rio de Janeiro.



De acordo com a Folha, segundo o vice-presidente de Mídia da agência, Luiz Padilha, uma campanha que combine online e offline pode incrementar em até 60% a frequência -o número de vezes em que o público visualiza o anúncio- de um plano de mídia.



O "casamento de mídias" foi capaz de gerar aumento de 1.000% na audiência do endereço virtual de um programa de TV aberta enquanto a atração era transmitida. O estudo mostrou, entretanto, que no caso de jornais e rádios, a oscilação é menor, mas com mais duração. Nos momentos de picos durante a semana, os acessos sobem até 229% nos jornais e até 210% nas rádios. Já para revistas, a audiência cresce significativamente às segundas-feiras, quando os acessos sobem até 150%.



"São informações muito importantes para o mercado publicitário porque jogam luz na questão da internet", afirma Padilha ao jornal. Para o publicitário, os dados apontados ajudam a fomentar campanhas casadas e aumentar a participação da mídia digital no Brasil.


Fonte: AdNews

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Marketing digital crescerá 90% em três anos no Brasil


Pesquisa da McKinsey indica que interação entre consumidor e empresa aumenta a influência na decisão da compra em cinco vezes


Pesquisa da consultoria McKinsey com 12,5 mil pessoas indica que a maioria dos consumidores acessa a internet em média três vezes antes de escolher o que e onde comprar. A utilização de mídias digitais para a decisão de compra já atinge 56% dos consumidores. Eles utilizam a rede para pesquisar as características de produtos, consultar avaliações de outros usuários e comparar preços. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira, 24, no Fórum FWD – Finding your Way to the mind of the Digital Consumer, em São Paulo.

“O reconhecimento do potencial dos meios online na construção da marca e nas vendas das empresas motivará um incremento nos investimentos em marketing digital”, afirma Vijay Gosula, sócio da McKinsey e responsável pelo estudo. Hoje, cerca de 10% da verba de marketing das empresas é direcionada para a internet. A expectativa da McKinsey é que este percentual pule para 19% nos próximos três anos. Nos países desenvolvidos, cerca de 40% dos recursos de marketing são direcionados para mídias digitais.

A maior dificuldade das empresas para lançar iniciativas de marketing digital é a contratação de profissionais capacitados, de acordo com a pesquisa. Dentre as 50 companhias de grande porte consultadas, 90% afirmaram que não têm equipe interna preparada para enfrentar os desafios digitais. Entre as empresas que participaram do levantamento estão Carrefour, Itaú, Magazine Luiza e Microsoft.

Os consumidores já demandam o serviço, mas se mostram descontentes com os canais de comunicação online das empresas. A pesquisa da McKinsey aponta para um índice de satisfação dos clientes de apenas 34% com as plataformas digitais de comunicação das empresas.

A agência Talk, de marketing digital, consultou 75 consumidores para entender que posicionamento eles esperam das empresas na internet. A conclusão aponta para uma necessidade de atendimento personalizado, oferta de serviços úteis na internet e uma exigência por respostas. “Eles não querem só ser ouvidos, querem ser respondidos”, afirma Dudu Fraga, diretor da Talk.

A disseminação do uso de redes sociais entre pessoas de todas as idades e classes sociais exige que as empresas criem perfis nestas plataformas para se comunicar. “As marcas têm de se deslocar para onde as empresas conversam”, afirma Yacoff Sarkovas, CEO do grupo Edelman, de comunicação. “Não adianta ignorar os clientes que reclamam fora da central de atendimento.”

Os canais nos quais há uma interação entre o consumidor e a empresa, como chats e redes sociais, influenciam cinco vezes mais na decisão de compra do que aqueles em que a informação vem por uma via única, aponta o estudo da McKinsey. “Essas ferramentas estão sendo subestimadas pelas empresas”, diz Gosula.

Iniciativas bem-sucedidas
Embora as empresas brasileiras ainda destinem uma parcela não tão grande dos investimentos em marketing para a área digital, algumas companhias apostaram na área e apresentam resultados de sucesso. A Tecnisa vai destinar no ano que vem 55% do seu orçamento de comunicação para a internet, superando os investimentos em veículos tradicionais, como jornais, revistas e a televisão.

Com investimentos baixos, a empresa conseguiu ser pioneira no ramo. Um aplicativo da empresa para o iPhone e o lançamento de uma plataforma de inovação aberta (sistema que recebe sugestões de consumidores) custaram cerca de R$ 25 mil cada uma. A empresa também monitora o uso de palavras-chave nos buscadores e nas redes sociais e, com isso, conseguiu vender 62 imóveis pelo Twitter.

A subsidiária brasileira da Fiat deu um passo à frente para ouvir os clientes no projeto Fiat Mio. A empresa recolheu sugestões de 17 mil pessoas de 160 países para lançar um novo modelo. O carro foi construído com base nas ideias dos internautas e apresentado neste ano no Salão do Automóvel de São Paulo.

Fonte: IG

IBOPE Mídia traça o perfil do e-commerce brasileiro



Estudo revela que comprador eletrônico concentra-se, predominantemente, na classe AB, tem grau mais alto de escolaridade, quer produtos de uso pessoal e gasta, em média R$ 118 por mês

O desenvolvimento do setor de compras online e das lojas virtuais no Brasil é incontestável. Mas pouco se sabe, ainda, sobre o perfil dos clientes. O IBOPE Mídia, por meio de uma pesquisa exclusiva com internautas, o TG.net, traçou um amplo perfil do consumidor de e-commerce brasileiro. O estudo analisou dados demográficos e comportamentais dos consumidores, suas preferências, opiniões e atitudes e o que pretendem comprar.

Segundo a pesquisa, o consumidor eletrônico ainda está situado, predominantemente, na classe AB, tem grau mais alto de escolaridade, compra produtos de uso pessoal e gasta, em média, R$ 118 por mês.
Perfil do cliente e-commerce
A classe AB é responsável por 61% do total do e-commerce, a classe C, responde por 35% dos consumidores virtuais e a classe DE representa 4%.

A parcela compreendida entre os 25 e 44 anos de idade é a maioria entre os consumidores das lojas virtuais, sendo 48% da população que realiza compras pela internet. O estudo mostra, também, que 15% dos consumidores têm entre 15 e 19 anos e 17% entre 20 e 24 anos. Outros 13% têm de 45 a 54 anos e apenas 6% têm entre 55 e 64 anos. A idade média do consumidor das lojas virtuais é de 33 anos.

Os homens estão mais habituados a comprar pela internet: 54% ante 46% das mulheres.

A parcela de solteiros também é mais representativa (49% na comparação com os casados – 41%). O estudo revelou, ainda, que 36% estão matriculados em instituições de ensino e até 32% falam uma segunda língua.

As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo respondem por 37% do total dos compradores.
Preferências
Cerca de 80% dos internautas usam a internet para comparar preços, 25% buscam um carro novo e 18% realizam compras profissionais. Cerca de 43% dos internautas costumam recorrer à internet antes de realizar compras e, se o produto tiver valor superior a R$ 1.500, é na web que buscarão mais informações.
Mais de 66% dos consumidores online realizaram de uma a cinco compras nos últimos seis meses e 30% gastaram, pelo menos, R$ 224. 
Entre os produtos preferidos por esses consumidores estão: livros (30%), telefones e acessórios para celulares (20%), eletrodomésticos (18%) e produtos de tecnologia pessoal (17%), como câmeras digitais, leitores de MP3.
Nos próximos seis meses, 25% pretendem comprar câmera digital, 17% telefone celular 3G, 17% telefone celular com câmera e 15% iPhone.
Metodologia
O TG.net é uma pesquisa online realizada com 2.500 internautas do Brasil.  Fusionada com a base regular do Target Group Index, permite um banco único, com um universo de mais de 61 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos.
O levantamento foi realizado entre maio e junho de 2010, nos mercados de: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (BH), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Distrito Federal (DF), além de Goiânia, Nordeste, São Paulo Interior e Interior do Sul e Sudeste.