À medida que redes sociais como o Facebook e o Twitter avançam em ritmo acelerado, atraindo um número crescente de usuários, a pergunta das empresas agora não é se elas vão ou não aderir a esses canais, mas sim como elas podem medir o retorno sobre o investimento – ROI – ou, em outras palavras, a eficácia de sua presença nessas plataformas.
Antes de mais nada, é preciso estabelecer: “o que é, para mim, ter sucesso?”. Gerar buzz e conversações em torno de um produto em particular? Melhorar a percepção da minha marca? Aumentar o tráfego no meu website? Conhecer melhor o que pensam meus consumidores? Definido isso, o próximo passo no seu plano de mídia social é entender como medir o sucesso.
Com desafios, objetivos e conceitos claros, fica mais fácil determinar como o resultado será quantificado. Mais comentários no blog, mais retweets ou seguidores no Twitter, links, fãs no Facebook? Sem saber o que e como medir, qualquer iniciativa será um tiro n´água, pois limitará sua capacidade de entender o mercado e implantar mudanças quando necessário.
Embora não haja um jeito real de avaliar o quanto vale um seguidor no Twitter ou um fã no Facebook, existem algumas maneiras fáceis de medir o ROI de uma campanha de mídia social.
1 – Promoções - Ofereça descontos, cupons ou códigos de promoção exclusivos para quem navega nas redes sociais, sugere Devin Sugameli, especialista em marketing para mídias sociais. Se você é uma rede de varejo, poderá medir o sucesso da mídia online a partir do número de consumidores que aparecem na loja com o cupom na mão. Só tem um porém: esses fãs podem eventualmente replicar essa promoção para não-fãs (afinal, o princípio básico das redes sociais é compartilhar informação), e então você não saberá realmente como seguir a pista.
2 – Rastreamento – Rastreie links. Se você não tem condições de oferecer esses descontos especiais online que permitam rastrear as vendas, uma outra maneira é medir sua influência ao acompanhar links que você inclui em cada post que publica. Então, se você postar um link para o seu website no Twitter, e algum seguidor seu clicar nele, você poderá identificar em quais páginas e durante quanto tempo esse seguidor navegou no seu site. E aí comparar com outros cliques vindos via email ou página do Facebook, e então avaliar o que dá mais retorno. Ferramentas como o Google Analytics podem ajudar muito.
3 – Monitoramento – Monitore o feedback do usuário e as menções à sua marca ou produto. Existem ferramentas gratuitas – começando com o simples Google Alerts. Acompanhar o que é dito sobre a sua empresa não significa necessariamente medir as vendas, mas vai ajudá-lo a avaliar o ROI em termos de propaganda boca a boca e publicidade gratuita.
Lisa Barone, diretora de Branding da agência de internet marketing Outspoken Media, afirma que é essencial monitorar suas métrica online e offline para determinar se os seus esforços em mídia social foram ou não bem sucedidos. E se não foram, o que você pode fazer para corrigi-los.
A hora certa de medir
Não adianta querer medir o retorno de um esforço de mídia social antes de dois ou três meses. Se você começar a medir cedo demais, o máximo que poderá descobrir é se o número de seguidores ou fãs aumentou. Mas não é isso que realmente importa, não é? Eles são até úteis, mas melhor seria identificar se, com o tempo:
Sua empresa está melhor posicionada no Google por causa do aumento do tráfego e dos links para seu website;
Você ampliou o conhecimento das pessoas sobre sua marca e isso refletiu em incremento no volume de buscas por certas palavras-chave de seu interesse ou em aumento de vendas;
As pessoas estão realmente engajadas com o seu conteúdo e transformando isso em ações práticas, por exemplo, compras online, mais comentários ou retweets.
Se você dedicar algum tempo para estabelecer (1) o que você quer e (2) como você vai conseguir isso, certamente terá sucesso em qualquer esforço em mídia social.
Fonte: Ecommerce News
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Como medir a eficácia de uma campanha em mídia social
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Negócios on-line se fortalecem com planejamento de Marketing
Os negócios on-line são bem-vindos no Brasil. Cada vez mais empresas percebem que a internet é importante para acrescentar as vendas e, em muitos casos, é o principal plano de negócios de uma marca. Dados da e-bit encorajam o investimento já que, para este ano, espera-se um crescimento geral de vendas de cerca de 40%, se comparado a 2009.
Junto ao cenário favorável de se investir em mecanismos digitais rentáveis está a barreira da desconfiança que ainda existe para alguns e-consumidores. Isto está mudando graças a ações dos próprios players com relação à percepção do consumidor com dicas para uma compra segura. Os cliques feitos por 18 milhões de pessoas negociando pela primeira vez na internet em 2009 deram o aval para o acesso das grandes marcas do varejo à internet.
Se os números do ano passado animam, os de 2010 são ainda melhores. Espera-se 23 milhões de consumidores comprando seu primeiro bem de consumo ou serviço usando a internet que, em média, gastarão R$ 380,00, segundo a e-bit. A razão para o otimismo com relação aos negócios on-line nasce com o bom momento da economia nacional e com o aumento do poder de compra da classe C.
Entrega X preço
“Levando-se em conta a sazonalidade e o índice de entrega, o setor que tem feito o melhor trabalho é o de eletroeletrônicos”, aponta Alexandre Umberti, Diretor de Marketing e Produtos da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing. De acordo com os números da empresa, os clubes de compras despertam o maior interesse em negócios on-line apesar de apresentam média de entrega superior a média geral do e-commerce.
O comum hoje é a entrega em 24 horas. O que difere os clubes de compra, além do extenso prazo de entrega, é o menor preço. “O problema é dizer que entrega e não cumprir. Não adianta estar fora do que o mercado pratica e não conseguir exercer os acordos comerciais”, alerta Umberti. A recente entrada do Carrefour na esfera de negócios on-line mostra que a interpretação incorreta do mercado virtual pode causar uma expectativa maior que a esperada.
“A leitura equivocada da varejista francesa sobre a demanda deste novo canal, nos primeiros dias, teve impacto na entrega. Mas rapidamente foi solucionada e atingiu níveis de excelência. É preciso estar atento ao consumidor, ser fiel a sua estratégia e entender qual é a identidade para dar foco ao negócio”, ensina o Diretor de Marketing da e-bit.
Web X PDV
Se os destaques positivos dos negócios on-line são o crescimento de setores proeminentes de eletrônicos, com a chegada da Copa 2010, e o de camisetas personalizadas, os negativos são as empresas que investiram em vendas de CDs e DVDs, principalmente por causa da pirataria e das cópias oriundas da própria web.
Outro fator que encoraja o investimento em negócios on-line é, primeiramente, a economia com relação a uma loja física. “Esta é a principal diferença. Optamos pela internet porque gastamos 30% do valor de uma loja física bem localizada, sem falar nos espaços em shoppings”, aponta Gustavo Menna, Diretor da marca de moda masculina Brave.
Dos e-consumidores da Brave, 20% deles conheceram a marca por indicação. Este é mais um ponto a favor dos negócios on-line, que já contam com a força das redes sociais e do boca a boca dos internautas. “O nosso diferencial com relação às grandes marcas são os vídeos no site para demonstrar os produtos. Este sistema de e-commerce é pouco disseminado no Brasil”, diz Menna.
Negócios nas redes
Parceira da Brave no ambiente digital, a byMK estudou o comportamento de seus usuários e percebeu que a web é onde as pessoas querem se expressar. “Se as marcas estiverem neste contexto podem entrar nesta conversa e ajudar na auto-expressão dos consumidores”, salienta Flávio Pripas (foto), fundador da rede social voltada para moda, ao Mundo do Marketing.
A byMK aposta em um modelo de negócio que oferece 100 combinações diferentes para um item de vestuário, masculino ou feminino, pela web. Caso haja o interesse pela compra, a ferramenta informa o endereço do ponto-de-venda. “O principal é se engajar com o seu cliente. Estar onde poderão prestar um serviço de qualidade. Se o segmento for moda, é preciso ajudar quem tem dúvidas sobre como se vestir e não ter apenas uma página bonita na internet”, ensina Pripas.
Apesar do sucesso e do crescente número de adeptos às redes sociais, é possível ganhar mercado na internet investindo em sites corporativos. “Não recomendo entrar nas redes sociais sem uma estratégia clara do que fazer. Ao entrar neste ambiente é preciso ter consistência porque a empresa será comentada. Felizmente, as companhias estão deixando de digitalizar o catálogo para ter uma presença mais madura na web”, completa Pripas.
Fonte: Mundo Marketing
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Empresas brasileiras usam redes sociais para espiar a concorrência
O foco principal ainda é o relacionamento com seus clientes. Mas as empresas brasileiras já descobriram outros usos para as redes sociais -- como a possibilidade de monitorar a concorrência.
O LinkedIn é uma das redes com o maior potencial nesse sentido, segundo Alessandro Barbosa Lima, presidente da consultoria E.Life, de mídias sociais. Isso porque a ferramenta registra as contratações e a movimentação das empresas.
"Se o concorrente contratou um grande número de pessoas na América Latina, por exemplo, provavelmente ele está com uma estratégia para aquele mercado", diz.
Maurício Bichara, gerente de divisão de internet do Banco do Brasil, afirma que o "benchmarking" (identificação de referenciais de excelência) feito antes nos canais presenciais alcançará também as redes sociais.
"Temos ferramentas [de monitoração] e pesquisamos as "hash tags" [símbolo do jogo da velha que indica um assunto no Twitter] que têm a ver, como nomes dos bancos, até para ver o que é que está acontecendo", explica.
Outro uso das redes sociais valioso para as empresas é a prospecção de clientes. Em junho, o Banco do Brasil realizou a primeira venda no Brasil via web 2.0.
A equipe do banco que monitora a rede captou um usuário no microblog, não correntista, com interesse em contratar um seguro de viagem. Após entrar em contato, o banco fechou a venda.
"O @BBSeguros deu um show. Contratei um seguro para minha viagem através do Twitter sem sair de casa, com um atendimento espetacular. Parabéns", tuitou o cliente à época.
Já o Santander tem um canal de educação financeira no YouTube e uma página no Formspring (de perguntas e respostas), que usa para verificar as demandas dos consumidores e adequar os seus produtos a elas.
"Esses canais servem para tirarmos as dúvidas e compartilharmos o que achamos que é melhor para esse cliente naquele momento", afirma Fernando Martins, vice-presidente-executivo de marca, marketing e comunicação corporativa do banco.
INTELIGÊNCIA
Para Lima, a inteligência das multidões é outro ponto a ser considerado, mas que as empresas ainda não aprenderam a utilizar.
"É preciso capturar um pouquinho da inteligência que os clientes trazem quando interagem para melhorar os produtos", afirma Fábio Cipriani, consultor em mídias sociais da Deloitte.
A Camiseteria, que confecciona camisetas, é um exemplo de uso da interação. O site da empresa tem um concurso permanente em que os próprios usuários enviam sugestões de estampas e votam nas melhores. As mais votadas são premiadas e depois vendidas.
"Há cerca de três lançamentos semanais e não temos uma equipe de criação, temos usuários muito criativos, isso sim", diz Fábio Seixas, um dos sócios.
Fonte: Folha Online
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